A impermeabilização é uma das etapas mais importantes em uma edificação, pois tem a função de proteger a construção contra a ação deletéria de vapores, umidade e fluidos, conforme estabelece a ABNT NBR 9575. No entanto, sua execução não deve ocorrer de forma empírica, é fundamental que seja previamente planejada e projetada, garantindo a correta seleção do sistema de impermeabilização e o atendimento a todas as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR 9575 – Impermeabilização: Seleção e projeto.
Para a execução da impermeabilização, é indispensável atender às exigências da ABNT NBR 9574: Execução de impermeabilização. Outra etapa fundamental é a fiscalização, que garante o acompanhamento adequado da execução, assegurando a conformidade com o projeto e as normas aplicáveis. Quando todas essas etapas são realizadas de forma adequada, obtém-se maior vida útil dos sistemas de impermeabilização e maior durabilidade da edificação.
Os sistemas de impermeabilização cimentícios são classificados em rígidos e flexíveis.
CIMENTÍCIOS:
O sistema rígido mais conhecido é a argamassa polimérica, que deve atender à ABNT NBR 11905: Argamassa polimérica industrializada para impermeabilização. Na linha da IMPERTUDO, esse sistema é representado pelo produto IMPERTUDO TOP.
Além disso, a ABNT NBR 9575 também contempla outros sistemas cimentícios, como: argamassa com aditivo impermeabilizante, argamassa modificada com polímero e cimento modificado com polímero.
Já o sistema cimentício flexível é classificado, conforme a ABNT NBR 9575, como membrana de polímero acrílico com ou sem cimento, devendo atender à ABNT NBR 15885: Membrana de polímero acrílico com ou sem cimento para impermeabilização. No portfólio da IMPERTUDO, destacam-se os produtos IMPERTUDO FLEX FIBRAS e IMPERTUDO ULTRA FLEX UV.
ASFÁLTICOS:
Os sistemas de impermeabilização asfálticos são classificados, de acordo com a ABNT NBR 9575, como: membrana de asfalto modificado sem adição de polímero, membrana de asfalto elastomérico, membrana de emulsão asfáltica, membrana de asfalto elastomérico em solução e manta asfáltica.
A manta asfáltica ainda é um dos sistemas mais utilizados e deve atender aos requisitos da ABNT NBR 9952: Manta asfáltica para impermeabilização. Sua classificação considera diferentes critérios, como a espessura mínima (3 mm e 4 mm) e o tipo de estruturante: Tipo I, com resistência mínima à tração de 80 N; Tipo II, 180 N; Tipo III, 400 N; e Tipo IV, 550 N.
Além do estruturante, a manta também é classificada pela massa asfáltica, que define sua resistência à flexibilidade em baixas temperaturas: classe A (-10°C), classe B (-5°C) e classe C (0°C). Outro fator relevante é o tipo de acabamento, podendo ser PP (polietileno/polietileno), ardosiado, aluminizado, AA (areia/areia), geotêxtil, entre outros, além de demais requisitos estabelecidos pela norma.
A IMPERTUDO conta com um portfólio completo de mantas asfálticas, incluindo os tipos II, III e IV, com massa asfáltica classes A e B, e opções de acabamento PP (polietileno/polietileno) e aluminizado.
ACRÍLICOS:
Os sistemas acrílicos são classificados, de acordo com a ABNT NBR 9575, como membranas de polímero acrílico com ou sem cimento. No caso das membranas acrílicas sem cimento, estas devem atender à ABNT NBR 13321 – Membrana acrílica para impermeabilização — Requisitos mínimos de desempenho.
Essa norma classifica as membranas em diferentes categorias: classe C, destinada a coberturas não transitáveis; classe P, para membranas que podem ser protegidas; classe R, indicadas para aplicação em reservatórios; e classe F, voltadas para uso em fachadas. Dessa forma, é fundamental compreender corretamente o tipo de membrana adequado para cada aplicação.
No portfólio da IMPERTUDO, há membranas que atendem à classe C, indicadas para coberturas não transitáveis, disponíveis nas cores alumínio, branco e cinza, além de membrana classificada como classe F, destinada à aplicação em fachadas.
Para as demais classes, é necessário consultar o departamento técnico para a especificação adequada do sistema.
Informações adicionais
A ABNT NBR 15575 estabelece a classificação da VUP (vida útil de projeto) dos sistemas de impermeabilização em anos. Para sistemas manuteníveis sem a necessidade de quebra de revestimentos, os níveis são: mínimo ≥ 8 anos, intermediário ≥ 10 anos e superior ≥ 12 anos. Como exemplos, a norma contempla componentes de juntas e rejuntamentos, como mata-juntas, sancas, golas, rodapés e demais elementos de arremate, além de impermeabilização de caixas d’água, jardineiras, áreas externas com jardins, coberturas não utilizáveis, calhas, entre outros.
Já para sistemas manuteníveis somente com a quebra de revestimentos, como impermeabilizações de áreas internas, piscinas, áreas externas com pisos, coberturas utilizáveis, rampas de garagem, entre outros, os níveis são: mínimo ≥ 20 anos, intermediário ≥ 25 anos e superior ≥ 30 anos.
Por fim, além das normas técnicas, o IBI – Instituto Brasileiro de Impermeabilização disponibiliza gratuitamente em seu site o Guia Orientativo para Desempenho dos Sistemas de Impermeabilização (v. 2023) e o Simulador de VUP para Impermeabilização (v. 2023), além de diversos artigos e materiais técnicos de grande relevância para o setor.